2/14/2006

Se 4. Sentimentos e instintos

Por vezes, em certos e determinados momentos, somos levados a confundir sentimentos com instintos. Se por um lado sentimos verdadeiramente algo, e queremos a todo o custo acreditar que são mais do que instintos, por outro, acabamos por sentir com igual poder de verdade os sentimentos, quando estes são postos à prova e, na maioria das vezes, nas circunstâncias mais dolorosas. Claro está que, quando os procuramos a qualquer custo não são mais que meros instintos em pele de lobo; ao passo que os outros, na dor, são, infelizmente, os momentos em que são postos à prova os nossos mais puros sentimentos. Isto torna-se tão mais evidente quando analisamos os instintos. Esses que surgem nos melhores momentos e sabemos, sem hipocrisias, que são meros instintos... e gostamos que assim sejam. Infelizmente, em momentos de dor futura, quando dada a oportunidade para isso, vemos que se tratam de sentimentos verdadeiros, e não gostamos.

Se o atómo original incidir sobre a compreensão e o respeito, tal é sinal que aprendemos a gostar dos sentimentos que acabamos por vir a aceitar e sentir. Mas se incidir sobre sentimentos forçados, o outrora instinto de espiral ascendente acaba por se revelar doloroso , passando a ser um falso sentimento em espiral descendente, com forte risco de sair do plano da racionalidade e de entrar no da loucura. Saberemos nós distinguir entre um e outro? Julgamos sempre que sim. Sempre.

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