2/25/2006

Se 7. anjos ou diabos

Pesquisei há pouco tempo, motivado por reflexos que me chegaram, por Moya. Gostei. Na rica obra disponibilizada, existiu uma particular distinção entre anjo e diabo que me suscitou este reflexo. Convenhamos que tal distinção nada mais é do que uma repetição de algo que começou, mas que nunca chegou a terminar verdadeiramente. Tão simples quanto isto. Um exemplo é quando tendemos algumas vezes a dar por apagados alguns reflexos derivados, mas apenas os escondemos. E se os escondemos, é porque não terminou. Mas não terminou para quem? Para o anjo? Para o diabo? Para o que surgiu na mutação de um no outro?

Se foi para o anjo
é porque este já é diabo.

Se foi para o diabo
é porque este gosta de ser diabo.

Se foi para o que surgiu na mutação
é porque ainda tem hipótese de morrer antes da transformação.

Esperemos que assim aconteça.

Parece fácil.

Matamos se mutamos,
respiramos se matamos,
gozamos se escondemos.

Não é.

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